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MEMÓRIA
Diplomata Antônio Patriota fala
da sua vida profissional e Touros

Entrevista // Roberto Patriota em 17/01/2001

Em entrevista para a FOLHA DO MATO GRANDE e rádio Mato Grande FM, o Diplomata, Antônio Patriota fala sobre a sua vida profissional e um pouco da sua infância. Nascido na então Rua do Capim, hoje poeta Ferreira Itajubá na cidade de Touros, Rio Grande do Norte. Se declara orgulhoso por ter quatro filhos e uma neta na carreira diplomatica, e outra filha, escritora de renome em Brasília, única mulher membro da Academia Brasiliense de Letras. Antônio Patriota também comenta o livro, "Touros, uma Cidade do Brasil", de autoria do seu primo Nilson Patriota. Confira a entrevista concedida ao jornalista Roberto Patriota em janeiro de 2001 no restaurante do Hotel Vila de Touros.

Diplomata Antonio Patriota

FOLHA - Embaixador, como o Sr. define o lançamento do livro "Touros uma Cidade do Brasil", de autoria do escritor e acadêmico, Nilson Patriota?

ANTÔNIO PATRIOTA - Eu sou suspeito para falar sobre o autor, sou parente muito próximo. Só tenho palavras elogiosas sobre o livro. Eu sei que Nilson Patriota viveu a vida toda preocupado com a pesquisa histórica, geográfica, econômica e social do Rio Grande do Norte, e particularmente de Touros. Para mim foi muito gratificante verificar que o evento realizado por ocasião do lançamento conduziu até Touros uma enormidade de pessoas, inclusive toda a intelectualidade do Rio Grande do Norte, até mesmo o governador do Estado, Garibaldi Alves Filho, além de muitos outros políticos e representantes do Estado.

FOLHA - Embaixador, o Sr. que também é filho de Touros e teve uma carreira diplomática de sucesso, conseguindo encaminhar quatro filhos e uma neta no Itamarati, fale um pouco sobre sua trajetória.

ANTÔNIO PATRIOTA - De fato me considero um homem de sorte. Deixei Touros com 14 anos de idade e fui morar em Natal. Dois anos depois minha família resolveu se mudar para o Rio de Janeiro. No Rio fiz a minha vida. Formei-me em jornalismo e fiz mestrado em economia nos Estados Unidos. Ingresei no Itamarati sem ter nenhuma tradição, entrei com a cara e a coragem, por esforço próprio. No entanto o fato de ter ingressado no Itamarati, no Ministério das Relações Exteriores, ter servido em vários postos em consulados, missões bilaterais, multilaterais nas Nações Unidas em New York, genebra, Caribe e outros países, possibilitou o ingresso de quatro filhos na carreira diplomática. O que mais me envaidece é o fato de eu ter por assim dizer, criado uma dinastia no Itamarati, hoje eu tenho quatro filhos e uma neta na carreira, além de um genro que já é embaixador, e por tabela uma filha embaixatriz. Isso realmente me deixa muito feliz. Ninguém no Itamarati tem tantos parentes na carreira. Isto muito me orgulha, ter saído de Touros, da rua do Capim e ter conseguido ocupar um espaço importante no contexto profissional. Tenho também uma outra filha, a Margarida Patriota que é uma escritora de renome, e é hoje a única mulher a ocupar uma cadeira na Academia Brasiliense de Letras.

FOLHA - Qual o segredo de ter conseguido uma carreira de sucesso como a sua em uma época em que o município de Touros não oferecia melhores condições educacionais. Existe algum segredo?

ANTÔNIO PATRIOTA - Embora seja filho de uma família humilde, a veia intelectual dos Patriota é um fato inconteste. Quando era menino, meu tio, Nelson Patriota, pai do Nilson, morava na rua do Capim, hoje denominada, poeta Ferreira Itajubá, ele era amante da leitura, vivia cercado de livros, homem inteligente, nos reunia quase todas as noites para ler sob a luz do candeeiro. Me recordo que ainda criança conheci a trajetória de "Os Sertões", do grande escritor Euclides da Cunha, que tio Nelson narrava com entusiasmo. Então se vê que o meio muito me ajudou. Mas a verdade é que não existe segredo para se conseguir o que se quer, eu diria que mas vale ter vontade de viver, gostar realmente de viver, não ser pessimista, hipocondríaco, e preciso ter gosto pela leitura, pela boa música, praticar esportes. Tenho 84 anos e continuo jogando tênis. Enfim, acho que o segredo do sucesso é uma somatória de fatores, incluíndo a sorte, que depende muito do modo como cada um ver a vida.

FOLHA - O Sr. que teve uma vida cheia de aventuras, viveu em tantos países diferentes, conheceu diversas culturas e pessoas, pensa em publicar um livro?

ANTÔNIO PATRIOTA - Quanto a escrever um livro de recordações, eu não penso, embora eu já tenha algumas coisas escritas, inclusive até poemas, mas eu não tenho a preocupação de deixar uma biografia, pode até ser que para o futuro eu pense nisso, até porque digito bem no computador, acho que é uma questão de oportunidade, quem sabe um dia eu resolva escrever minha biografia.

 

 


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